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Há pouco tempo recebi em minha casa a ilustre visita de uma tia, graças a Deus, salva no Senhor. Digo ilustre, pois ela é uma mulher que, embora muito humilde, reconhece o valor do Senhor na sua vida. Quando vejo e sinto isso em outros irmãos, simplesmente não me resta outra coisa a não ser admirá-los. Enquanto minha tia me falava sobre o egoísmo e a arrogância humana em não perdoar para não se "rebaixarem", fiquei pensando no olhar do Senhor para nós. Como é possível termos orgulho em não perdoar? Como podemos ser tão egoístas e dizermos que amamos a Deus? Por amar ao Senhor não posso deixar que o ego me domine, pois minha vida já está renunciada à cruz. Já estou crucificado. Como é possível haver tantas disputas por cargos? Como podemos nos tornar "rebeldes" aos nossos líderes, revoltados com as decisões que eles tomam? Como é possível causar uma divisão no Corpo do Senhor? Como é possível tapar os nossos ouvidos ao clamor do pobre? Como é possível fingir por tanto tempo dentro da casa do Senhor? Como podemos ficar mais preocupados com nós mesmos em vez de destruir fortalezas, muros que nos impedem de um relacionamento melhor com nossos irmãos? Isso tudo sem contar aquelas situações em que há quem fique triste ou bravo porque não fizeram uma tarefa conforme você pediu, ou não deixaram você cantar ou tocar, ou você fez algo que outro levou o crédito ou você não fez nada e ainda queria levar o crédito. Essas foram algumas perguntas e situações que fiquei pensando comigo mesma, procurando entender tudo o que eu estava ouvindo. Resultado: assim como não entendi (e continuo não entendendo), não consigo me conformar. Como há pessoas no nosso meio, no nosso convívio cristão, que se acham tão “super-poderosas”, querem toda a atenção, todo o brilho, todo o foco em si mesmas, e obviamente, ainda querem ser donas da razão. O engraçado é que, ao conversar com pessoas assim, elas ainda dizem que “toda a glória é para Deus”, claro, para serem vistas como modestas.
Para quem está no mundo o ego é tudo para se sobreviver e a palavra diz que o mundo jaz no maligno. Isto significa que se você é cristão e não tem uma mente renovada em Deus para saber quem é você em Deus e quem é Deus em você, é certo que viverá uma vida de engano, porque o mundo já está perecendo no mal. Para o cristão o amor ao ego deveria ser substituído pelo amor a si mesmo como "nova criatura". Amar a si mesmo, além de mandamento, tem como objetivo amar ao próximo. Ame ao seu próximo como a ti mesmo. Quem ama a Deus também tem que amar ao seu irmão (1Jo 4.21). Imagine se Deus olhasse só para si mesmo ou para nós com olhar egocêntrico? Certamente não estaríamos aqui. Deus foi o primeiro exemplo de amor e generosidade quando enviou o que tinha de melhor: Jesus. Deus deu da sua primícia, pensando não em si mesmo, mas em todas as gerações que passariam a existir e a conhecê-lo. Por que relutamos tanto, preferindo ficar com o nosso ego em vez de aprendermos com esse exemplo? Como precisamos reconhecer nossa pequenez diante de Deus! Quantas vezes deixamos de ser abençoados por falta da revelação dessa palavra e por falta desse reconhecimento. Temos uma visão tão limitada do que realmente é importante. Se conquistarmos algo, damos o crédito a nós mesmos. Se deixarmos de conquistar, culpamos o Senhor. Até quando viveremos nos enganando? Quem de fato está errado? É tempo de sondarmos o nosso coração e, se for o caso, buscar do Senhor o seu perdão... |
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